segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cabeça-dura

Hoje me disseram :
- Você é cabeça-dura!
Eu respondi:
- Tenho minhas convicções.
A pessoa retruca:
- Mas tu não achas que se agisses diferente poderia ser mais feliz? Poderíamos ser mais felizes?
Pensei : "Essa foi de doer!"... (tentando me persuadir).
Novamente, respondi:
- Mas eu sou feliz do meu jeito. Entretanto,  porém,  contudo,  tenho minhas convicções! E cabeça-dura és tu que ficas tentando me fazer mudar de ideia!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Recesso

Estou tão feliz com o recesso que depois de muito tempo resolvi postar algo neste blog:

 

Significado de Recesso

s.m. Lugar afastado; recanto, retiro: recesso ameno.
Período de férias ou de suspensão temporária das atividades de um órgão público.
Interrupção parcial dos trabalhos de um órgão Legislativo ou Judiciário: o Supremo Tribunal Federal entrou em recesso.
Algo inerente ao ser, de teor íntimo,
Astronomia. O isolamento de um astro: o recesso do Sol.
(Etm. do latim: recessus)


                                                                                                          http://www.dicio.com.br/recesso/

Bem enfim!! RECESSO = Descanso merecido!
Gostei do significado onde diz:  " Recanto,  recesso ameno" e o "isolamento de um astro"... e se nesse  caso fosse o Sol  por pelo menos um dia não ficaria triste!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Feliz aniversário campeão de tudo!

Faço minhas as palavras da colega sobre a eterna paixão e devoção ao Campeão de TUDO!Aniversariante de hoje!
"Haja o que houver, passe o que passar! Sempre vou estar a te apoiar!!!
Meu sangue é Colorado Campeão de Tudo!!!
Serei INTER eternamente porque NADA VAI NOS SEPARAR!!!
O INTER me deu alegrias, conquistas, trabalho, amigos, orgulho, amor e paixão!!!
COMO É BOM SER COLORADA!!!
PARABÉNS MEU INTER, NOSSO INTER POR 103 ANOS DE FEITOS RELEVANTES!!!"
"janice"

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Estou "amando"!

Quem acompanha meu blog pode até pensar: -"Ixi" ! Ela  tá apaixonada e levou um pé na bunda.
Bem, até que não seria tão ruim assim. Pelo menos teria uma história minha pra contar . Mas não galera!!
-Tô "Amando"! A mando do diabo para atucanar a gentalha sem noção que existe neste mundo.
- Eu sou  apaixonada! Por músicas boas, por histórias engraçadas da vida ,  por gente inteligente e por pessoas que conseguem fazer do limão uma limonada. Claro, não sem antes experimentar o amargo do limão...

Má educação = cafa?

Por Burraldas
Dia desses estava eu aqui explodindo de tanto orgulho pelos elogios à educação da minha filha de 2 anos (ela é mesmo uma lady, cheia de, por favor, licença e obrigada). E conversando sobre isso com meu marido percebi que ela é assim porque nós somos assim e a tratamos da mesma forma. Tentamos também passar pra ela, tudo que achamos que nos faltou em termos de educação.
Então surgiu uma questão… O que transforma um menino lindo e “bem cuidado” em um Cafa???
E encontrei, em parte, uma explicação, pra mim, perfeitamente plausível. Eu acredito que o caráter nasce com a gente sim, mas ele pode ser moldado, né?
Então, baseada em tudo que vi e vivi, nas pessoas que conheci e na psicologia de boteco, arrisco dizer que o que cria um Cafa são má educação e sociedade, unidas à testosterona.
Partilhando da opinião de muitos, acho mesmo que a educação começa em casa. O que a criança aprende observando, ouvindo e testando limites. Tipo, como o pai trata a mãe e vice-versa, como ele mesmo é tratado por ambos, se as manhas e birras funcionam, e coisas do tipo.
Dito isso, consideremos os séculos de machismo impregnado, passado de pai pra filho. Como em alguns casos atuais que conheço, onde a esposa pede permissão ao marido pra qualquer coisa e o filho só observa, ou quando o moleque apanha do pai por ajudar a mãe na cozinha, ou a outra esposa que apanha porque não lavou a louça e não tem camisa no armário… É absurdo, eu sei, mas é real. Como uma criança absorve isso? O que é que ela aprende?
E aí entra a nossa amigona, a testosterona. Responsável pelo FDP querer colocar sua sementinha em tudoquantoéburaco e que, além disso, os deixa cada vez mais fortes, mais esbeltos e mais agressivos em vários aspectos.
(Sem contar o fator surpresa… que pode ser qualquer coisa na personalidade da pessoinha, sob a qual ninguém tem controle, às vezes, nem mesmo ele).
É claro que existem os Cafas patológicos, sem escrúpulo algum, que vão querer comer qualquer uma no banheiro, enquanto há um velório na sala.
Mas e esses, que tinham uma chance e foram mal instruídos. Mesmo que na essência, lá no fundo (mas bem lá no fundo) “esses meninos” tenham/tinham bom caráter. Que tipo de homens eles podem/poderiam ser? Que tipo de homens eles conseguiriam ser?
Eis a questão!
Depois de passar horas pensando nisso, acho que é melhor mesmo, eu continuar me preocupando em como educo minha filha. Mas peço encarecidamente, pelo bem da minha burraldinha (sim, já é burralda, não consegue desgrudar do primo que inferniza a vidinha dela) e das futuras burraldas, que as burraldas mãe se preocupem com o tipo de ser humano que estão criando (contando com o fator surpresa), porque Má educação = Cafa de plantão.
Pode ser egoísmo, mas EU QUERO um mundo melhor, de pessoas melhores, com relacionamentos melhores.
E torço mesmo pela felicidade do mundo… (talvez assim, aquela vizinha piranha pare de me incomodar cada madrugada com um carro diferente).

Seria cômico senão fosse trágico: História do dia dos namorados

postada no blog Homem é tudo palhaço, por Roberta Carvalho.


Essa historinha é sobre o meu ex palhaço particular e aconteceu no Dia dos Namorados do ano passado. Reservei um hotel lindo na cidade, e pedi pra uma amiga ligar pra ele e fingir que era um recrutadora marcando uma entrevista no tal hotel. Quando ele chegasse lá ia ter a surpresa de ser eu toda linda segurando uma taça de champagne e de lingerie nova.

'Entrevista' marcada, ele não aparecia, simplesmente achou que não era boa oportunidade. Detalhe: o bruto tava desempregado há um ano. Querido, qualquer oportunidade é boa nesse momento. Liguei pra ele, que MENTIU dizendo que a entrevista havia sido rapidinha. Bom, pra não dar viagem perdida, expliquei toda historia e uma hora depois lá tava ele com aquela cara de sem graça. Ok... ele apareceu, pensei não vou brigar pra não estragar o MEU dia dos namorados. Transamos e tal. Pedidos serviço de quarto, jantamos... tudo bonitinho... depois sentamos pra assistir uns filminhos e ficar grudadinhos.

Dado certo horário, tipo 2h da madrugada, fui dormir. Pedi pro fofo ir deitar comigo porque era Dia dos Namorados, né... Além de querer dar pra ele de novo, queria ficar romantiquinha dormindo de conchinha. "Não vou não, na minha casa não tem TV a cabo deixa eu aproveitar". Oi?

Aí vocês já podem imaginar que quebrei o maior pau e ele acabou indo embora porque eu era louca e não podia dividi-lo nem com a televisão.

Depois desta palhaçada digna de picadeiro de Cirque Du Soleil, ainda voltei com ele algumas vezes, mas finalmente me livrei do encosto no fim do ano passado. Alívio Define!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não me deixe só - Vanessa da Mata







Versão show !!Nuvem Passageira Kleiton e Kledir Composição : Hermes de Aquino



Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
Não adianta escrever meu nome n'uma pedra,
Pois essa pedra em pó vai se transformar,
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar.
(Ar, Ar)
Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito,
E a namorada analisada por sobre o divã.
(Ar, Ar, Ar) (Ar, Ar,Ar)
Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.
Por isso agora o que eu quero e dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Ou vou deixar um dia fique a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar
(Ar, Ar, Ar) (Ar, Ar,Ar)
Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai,
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai. 

“Eu era apaixonada pela profissão”, diz professora que ficou famosa na internet

A professora do Rio Grande do Norte que inspirou quase 1 milhão de internautas com um desabafo sobre a educação está contaminada pela ineficiência do ensino público.

Antes apaixonada pela carreira, agora Amanda Gurgel fica pensativa quando questionada sobre o que sente pela profissão. 

 Eu acho que eu era [apaixonada pela carreira de professora]. Tive um sonho que foi desconstruído. Quando entrei na universidade, eu imaginava que ser professor era uma coisa, mas na prática era outra.

A professora de 29 anos ficou famosa, depois que um vídeo em que aparece criticando políticos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte teve cerca de 800 mil acessos.

Ao R7, ela repetiu a mesma precisão que a deixou conhecida para explicar como a alta carga de trabalho interfere diretamente no desempenho dos educadores em sala de aula.

- Quando entrei para a profissão, na segunda semana sabia o nome de todos os alunos. Mas teve uma época em que tive de cuidar de cinco turmas. Eram uns 700 alunos. Eu tinha vergonha porque não sabia o nome deles. Com o tempo, você vai se sentindo medíocre. Você não se lembra o nome do aluno e, por consequência, não consegue associar ao nível de desenvolvimento dele. Acaba que estamos ali em uma atividade meramente burocrática mesmo.

Por causa desta situação, Amanda Gurgel teve de se afastar da carreira. Ela teve depressão em 2008 e tirou licença médica.

Hoje, está em readaptação de função e trabalha no laboratório de informática e na biblioteca de uma escola do seu Estado.

Mas a doença só ajudou a professora a entender os problemas que impendem o desenvolvimento do ensino no país. Ela culpa a falta de valorização do profissional pela fraca educação brasileira.

- O governo só quer manter o aluno na sala de aula. A escola é hoje um depósito de crianças. De modo geral, professor não tem tempo de estudar, não tem tempo para ler. A realidade é essa. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Não Olhe Pra Trás Capital Inicial
Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito

Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação

Se não faz sentido
Discorde comigo
Não é nada demais
São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe,
Não olhe pra trás

Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir se preocupar demais
Cada escolha é um dilema

Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder

Se não faz sentido
Descorde comigo
Não é nada demais
São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe,
Não olhe pra trás

Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder

Se não faz sentido
Descorde comigo
Não é nada demais
São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe,
Não olhe pra trás


Se não faz sentido
Descorde comigo
Não é nada demais
São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe,
Não olhe pra trás




http://www.vagalume.com.br/capital-inicial/nao-olhe-pra-tras.html#ixzz1NV6PI067

Nuvem Passageira (Maravilhoso de ouvir)...

Intérpretes: Kleiton & Kledir
Autor: Hermes Aquino

terça-feira, 24 de maio de 2011

Muito Boa!!

Kit gás

Por Burraldas
Comprou sapatos novos. Saltos inéditos, dos quais mal sabia equilibrar. Esforçou-se. Afinal, nada poderia dar errado naquele encontro pré-anunciado por ele ao telefone: “Eu te quero linda nesta noite, minha Lóri. Tenho uma surpresa pra você”.
Lóri era Lorena. O apelido que ela considerava “fofo” vinha do mais novo flerte. Um romance semi-engatado, em marcha lenta, é certo dizer, mas, ainda assim, engatado. Era o que costumava responder para as amigas sempre que perguntavam se ela estava de namoro. Trin-ta-e-um anos, já era hora de um engate, um macaco, uma ferramenta qualquer que ela pudesse fazer bom uso.
- E aí, mãe, como é que estou? – deu meia volta de bumbum empinado para que Dona Glória pudesse conferir o visual.
- Tudo bem que você colocou roupa de jantar, mas acho que pra um almoço na casa dele tá bom assim. Mas lembra do que eu te disse, hein: se o cara sentar na sua frente quer dizer que ele quer casar contigo, mas se sentar do seu lado quer só te comer. – sinceridade pura na Glória, que conseguia ser mais purpurinada que Lorena. E batizou “Lorena” porque diz ser nome sexy.
Sexy ou não, Lorena, quando produzida, até conseguia angariar alguns elogios do chefe, dos peões, dos caras do barzinho que frequentava. Bem na verdade, Lorena andava cansada de elogios vazios. Fazia o tipo romântica-amélia: sexy mesmo ela achava usar aventalzinho curto durante o passar de roupas e/ou receber o esposo (Sim, esposo!) com um prato de sopa quentinha que ela aprontou sozinha. Receita de vovó. A Glória não gostava de cozinhar, achava o ó.
O restaurante combinado para o tal almoço, claro, não era aquele que ela vivia dando indiretas de que gostaria de um dia ir. Pois bem, convite feito, visita anunciada pelo porteiro que, diga-se de passagem, deu uma boa medida na moçoila, como se estivesse tentando reconhecê-la, perguntando-se “Essa já veio aqui?”. E lá estava ele, o flerte engatado, à espera de sua Lóri, escancarando a porta do apartamento onde morava.
Lorena estava ansiosa. Poxa, o cara era liiindo. Suava que era só uma beleza nos calcanhares a escorregar nos saltos novos e desequilibrados. Ele sorriu. Ela sorriu apaixonada. Riso que virou dúvida quando viu aquela cabecinha loira surgir por entre as pernas do dito cujo.
- Então, esta é a surpresa que eu tinha pra você! É minha caçula. Não é linda?
Lorena afirmou com a cabeça e sorriu um riso comedido de uma boca e meia, enquanto a criança exibia o vão nos dentes ainda por nascer. A feição atentada da moleca lhe rendeu um tropeço logo no primeiro pisar de cômodo. E olha que ela pisou com pé direito. O que desencadeou uma gargalhada debochadíssima da pequena que, em seguida, disparou pro quarto.
- Que bonitinha! Ela trouxe as amigas pra almoçar também?
- Não, Lóri. Esta é Isabelle, a do meio, e Mirella, a mais velha. Parece mais comigo, né? É a filha do primeiro casamento.
- Ah, tá…
Mesmo sob olhares de reprovação das meninas, o almoço seguiu. E ele todo empenhado em agradar: botou mesa, deu comida na boca, serviu vinho e até colocou uma música ambiente. Se é que no ambiente cabia mais uma. Mulher ali já tinha muita: no passado, no presente e no futuro de um homem só.
- O que é esse borrão na sua cara? – perguntou a caçula.
Tinha que botar a pinta de nascença de Lorena na janela indiscreta? Tinha. E, dali em diante, Lorena fez que lembrou de um compromisso com uma amiga e despediu-se, sem beijos ou delongas, do kit gás do flerte engatado.
Em casa, arremessou o par de sapatos novos e calou a pensar. A Glória entrou no quarto e não resistiu:
- Não vou nem comentar nada. Mas me responde aqui: de que lado da mesa ele sentou?
- Ele ficou o tempo todo do meu lado. Achei tão fofo!

Você pensa que lecionar é só ensinar gramática e interpretação de textos?

Fatos e Sonhos

Prof ª. Edina Ap. de Freitas Oliveira
Pégaso sobrevoava uma construção antiga, parecida com um castelo, tentava em vão socorrer a Fênix que já construíra o seu ninho mas não conseguia tocar fogo, pois o vento soprava muito forte. Em poucos segundos, talvez, ela não conseguiria renascer... A ave, já enfraquecida, clama por sua ajuda: "Traga uma tocha acesa do Olimpo, por favor, ajude-me!".

Acordo no meio da noite assombrada. Acho que ando lendo muito sobre mitologia grega. De manhã, enxergo um rosto amassado diante da imagem refletida no espelho. Olhos sem brilho, ombros caídos e um sorriso amarelo e amordaçado. O que tu fazes? O que farás? Meu outro "eu" indaga. Uma lembrança da infância vem à tona: "O que você vai ser quando crescer?". Logicamente que seria médica veterinária. "Médica veterinária? Você vai ser professora, isso sim!"
Agora, parece que é o espelho que repete: "Professora, isso sim... professora, isso sim...". Passo um batom vermelho e vou à luta, contudo, o eco permanece durante o percurso para o trabalho, parece a batida compassada de um bumbo ou sino dentro da minha cabeça. "Professora, isso sim..." Uma angústia vai tomando conta de mim e, agora, ouço o sinal bater. Entro na sala de aula e vejo rostos sonolentos:

- Professora, a senhora veio?

- Ué, não era para eu vir? Vamos trabalhar em grupo hoje, vocês fizeram a pesquisa sobre a adolescência? Muito bem, vamos ler os textos, discuti-los e fazer um relatório, tal como combinamos.

Ruídos de carteiras arrastadas pelo chão, os alunos começam a trabalhar. Uma vontade louca de tomar café! De repente, no canto da sala de aula, uma menina chora. O que foi, Joana? A menina chora ainda mais: seus pais estavam se separando e a mãe não queria deixá-la ver o pai. E agora, professora? O que dizer? Você pensa que lecionar é só ensinar gramática e interpretação de textos? Meu alter-ego cutucava com seu espinho.

- Escute, Joana, eu nunca passei por uma situação dessas. Mas creio que qualquer separação é muito difícil, não só para os filhos, como também para os pais. Os pais podem sofrer até mais do que os próprios filhos. Sua mãe também deve estar muito confusa, por isso está tomando essa atitude. Dê tempo ao tempo, procure não discutir com a sua mãe, que mais cedo ou mais tarde ela poderá voltar atrás na sua decisão, entendeu?

Joana parece estar mais tranqüila. Tantos fatos fazem parte do dia-a-dia de um professor. Será que ela ficará bem?

Soa o sinal. Entro em outra sala e encontro os alunos muito alvoroçados. William está olhando distraidamente pela janela: as meninas da sétima série jogam voleibol. Distribuo os livros, lemos o poema José de Carlos Drummond de Andrade e fazemos sua análise. "E agora José, cuspir já não pode..." Parece que Drummond está perguntando para mim: "E agora José, sem cavalo preto, que fuja a galope..." Será que Pégaso conseguirá trazer a tocha do Olimpo? Pégaso, no meu sonho pareceu-me branco, com suas asas magníficas, lembro-me imediatamente daquele cavalo branco que aparece no início dos filmes cinematográficos. Sonho, realidade e fantasia se misturam. Preciso tomar um café urgentemente.

Os alunos começam a prestar a atenção ao poema de Drummond. Vejo olhinhos curiosos, alguns ainda estão sonolentos. "Professora, o que é utopia?" A Fênix ainda pede socorro a Pégaso. Novamente o sonho.

- Vamos procurar no dicionário: "Utopia, alguma coisa imaginária, perfeita, sonhada". E o meu fazer pedagógico, será que é utopia? Meu alter-ego está muito intruso hoje. O importante é esse saber compartilhado, será que passo algo de bom para eles? Espero que sim. "Professora, isso sim..." O tambor volta a bater.

Passa-se uma semana. Joana disse que sua mãe mudou de idéia. Ela pode ver o pai. Ah! Pégaso também chega a tempo de salvar a Fênix, que, enfim, pode renascer.

Nostalgia musical

Isso sim era música para ouvir, sentir, dançar!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Saudades

Luto é uma coisa que nunca passa, talvez amenize com o tempo mas não cura.
Luto é uma luta constante para superar a dor da falta alguém que se foi...

Saudades Mãe...muitas saudades!

O Analista de Bagé

Cuia

Luis Fernando Veríssimo

Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.
― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.
O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:
― Cuia mais linda.
― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.
―A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.
― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.
― Oigalê.
― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.
―A la putcha.
O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.
― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.
― Oigatê.
E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:
― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?
― É esta mania que eu tenho, doutor.
― Pos desembuche.
― Gosto de roubar as coisas.
― Sim.
Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.
Estava de olho na sua cuia.
― Passa ― disse o analista.
― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.
― Passa a cuia.― O senhor pode me curar, doutor?
― Primero devolve a cuia.
O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Frases da Série House

- "Não, se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é um psicótico." - House

"Ser infeliz não o torna melhor do que ninguém, House. Apenas o faz infeliz." - Wilson


"É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê." - House


"É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê." - House


"Mentiras são como as crianças: apesar de incovenientes, o futuro depende delas."  - House